Caminhando com os mortos, Micheliny Verunschk
VENCEDOR DO PRÉMIO OCEANOS 2024, CATEGORIA PROSA
Um crime choca os habitantes de uma pequena cidade no interior do Brasil: uma mulher é queimada viva, num ritual motivado por razões religiosas, com o objetivo de a purificar e encaminhar para o "caminho do bem". A violência parece ter-se tornado parte da paisagem: desde que uma comunidade evangélica se instalou na região, este tipo de episódios violentos, motivados pelo ódio, o fanatismo e a intolerância, tornaram-se cada vez mais comuns.
Nesta segunda parte da Tetralogia do Mato, iniciada com «O som do rugido da onça» (Laika Edições, 2025), Micheliny Verunschk mergulha no Brasil profundo, e constrói um romance profundamente atual, e intemporal, sobre como o ódio às mulheres e às minorias atravessa os séculos, especialmente quando motivado pelo fanatismo religioso.
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Micheliny Verunschk nasceu em 1972, em Pernambuco, e é uma das escritoras brasileiras mais celebradas e premiadas da atualidade.
Foi vencedora, entre outros, do Prémio Jabuti em 2022, na categoria de Romance Literário com O som do rugido da onça (Laika Edições, 2025) e do Prémio Oceanos de Literatura em Língua Portuguesa em 2024, na categoria de Prosa, com Caminhando com os mortos.
É autora de contos, poesia e romances, além de historiadora.
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"Como o trágico se constrói através de uma teia de violências, mais ou menos silenciosas? Cumprindo um dos papéis mais fortes da boa ficção, provocando tensões com o real em sua potência imaginária, Micheliny Verunschk nos leva pela mão e pela linguagem ao interior de um Brasil pouco visível, onde habita a fera que pode, também, devorar seu caçador. Se em seu premiado livro era a onça quem rugia, neste há um imenso silêncio. Assombrado."
- Bianca Ramoneda
"Micheliny Verunschk vai longe e mergulha na história da colonização das Américas através de uma experiência pessoalíssima e terrível de como as religiões foram um braço forte de um projeto que ajudou a destruir um povo e seus costumes, sua terra, sua alegria de viver, sua relação com o divino."
- Natalia Borges Polesso
"Quem chega nas regiões em que tudo é ausência? O que fazem quando ocupam todo o espaço? Caminhando com os mortos é sobre o fogo capaz de queimar Celeste em Tapuio, outras mulheres no Brasil e tantas bruxas ao longo da história da humanidade."
- Manuela d'Ávila
“O facto de todas as bruxas serem mulheres não é apenas uma questão lexical - é uma questão de projeção, de distorcer a liberdade de ação em algo sempre perturbador.”
- Sara Marzullo, Harper's Bazaar Italia
“Verunschk mostra de novo porque é uma voz decisiva no cenário da literatura contemporânea.”
- Stefania Chiarelli, Estado de Minas
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Obra publicada com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional, do Ministério da Cultura do Brasil, e do Instituto Guimarães Rosa, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
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Capa: Joana Estrela
ISBN: 9789893626054
Dimensões: 14cm x 21cm
Páginas: 144

