Morangos mofados, Caio Fernando Abreu
Verão 2026. Válido de 10 de Agosto de 2026 às 00:00 até 13 de Agosto de 2026 às 00:00.
Ao longo dos contos que compõem Morangos mofados, Caio Fernando Abreu mergulha na angústia de um Brasil fustigado pela epidemia de HIV e silenciado pela Ditadura Militar. Publicada em 1982, é hoje considerada a sua obra mais célebre, e uma obra-prima existencialista sobre o amor, o sexo, o medo e a repressão.
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Caio Fernando Abreu nasceu em 1948, em Santiago, no estado brasileiro de Rio Grande do Sul. Foi um dos mais prolíficos e premiados autores brasileiros da segunda metade do século XX, com romances, novelas, teatro e contos publicados, que lhe valeram, em três ocasiões distintas, o prestigiado Prémio Jabuti, para além de vasta produção epistolar. Em 1968, em plena Ditadura Militar, é vítima de perseguição, devido ao cariz homoerótico da sua escrita e à homossexualidade assumida. Procura refúgio na Casa do Sol (Campinas, São Paulo), sítio de Hilda Hilst, sua amiga de longa data, seguindo-se um período na Europa; após regressar ao Brasil, passou a década de 1980 entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Em 1994, a viver em França, é diagnosticado com HIV, regressando ao Brasil no mesmo ano. Viria a falecer em 1996, na cidade de Porto Alegre.
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«Os dezoito contos de Morangos mofados não são relatos de leitura fácil, ou digestiva, como prega a estética comercial do século XXI. Em nossos tempos de superfícies brilhosas e de digestão fácil, eles rangem como uma motosserra a nos perfurar o peito, e nos ameaçam, ao mesmo tempo que nos encantam.»
- José Castello
«Com Morangos mofados, podemos dizer que Caio se tornou um autor emblemático, uma espécie de porta-voz de seu tempo».
- Alexandre Vidal Porto
«Ler ou reler Morangos mofados é uma experiência que não pode ser apenas bela, é preciso sentir sua cumplicidade histórica».
- Schneider Carpeggiani
«Caio é muito visceral, fala da angústia, do medo, do desespero».
- Alice Sant’Anna
«Acho que o autor que mais me ensinou foi Caio Fernando Abreu. É um mestre da ficção curta».
- Bruna Dantas Lobato
«O que me inquieta e fascina nos contos de Caio Fernando Abreu é essa loucura lúcida, essa magia de encantador de serpentes que, despojado e limpo, vai tocando sua flauta e as pessoas vão-se aproximando de todo aquele ritual aparentemente simples, mas terrível porque revelador de um denso mundo de sofrimento».
- Lygia Fagundes Telles
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Obra publicada com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional, do Ministério da Cultura do Brasil, e do Instituto Guimarães Rosa, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
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Capa: Ana C. Bahia
ISBN: 9789893626061
Dimensões: 14cm x 21cm
Páginas: 202

